Shakira, tremei. Nelly Furtado está arrasando no CD em espanhol. Até cheguei a torcer o nariz no início, mas no final todos fazem as pazes e fica tudo bem.
A música Mas é de se gostar na primeira audição e tem um clipinho até interessante, mas acho que Nelly deveria deixar os barracos em clipes pra Mary J. Blige, que é a rainha em porrada videoclíptica.
Semana passada já foi uma dor com a saída da Rachel Adejeji. A candidata com maior potência vocal do X Factor perdeu no bottom 2 pra o péssimo Lloyd Daniels, porque Simon Cowell decidiu não votar no melhor e empatou a decisão entre os jurados, o que leva a decisão a ser feita pelo deadlock, em que o que recebeu o menor número de votos deixa a competição. Pois bem, Rachel foi a com menos votos e saiu, ficando o insosso.
Essa semana, a coisa ficou pior. Bem pior. No bottom 2, restaram John and Edward, odiados pela metade do público, porém amado pela outra metade, e a Lucie Jones, cantora do caralho, voz linda, limpa e potente. Simon Cowell mantém os seus três mentorados, Louis tem apenas a dupla John and Edward, Dannii tinha a Lucie e Stacey Solomon (amo) e Cheryl o Lloyd e o Joe McElderry. Pra que acompanha o programa, é óbvio que a escolha seria a Lucie Jones. Todos torciam por isso. Mas, a decisão final ficou com Simon Cowell. E foi nisso no que deu:
Com a escolha de Simon de mandar ambos para o deadlock, sabendo da popularidade da dupla e, como todo mundo previa, dificilmente eles teriam sido os menos votados, Lucie acabou saindo. Não há dúvidas. Foi jogada de Simon pra tirar uma das melhores cantoras da competição e deixar o campo livre pra o seu grupo. Mas talvez um movimento anti-Simon se forme. Amanhã, a revolta do público vai estar estampada nos jornais, pois o assunto já tomou proporções gigantescas na internet com quase de 100% de mensagens de repúdio à atitude do jurado.
Talvez seja a hora de dar uma virada de mesa. Mandar direto os candidatos do Simon pra o bottom 2. Os outros jurados, assim que tiverem o poder de voto, mandar sem pena, como deveriam ter feito Cheryl e Dannii com o Danyl Johnson. Os candidatos de Simon são bons, mas nenhum deles demonstra qualquer tipo de versatilidade. Diferente das duas últimas meninas da Dannii que saíram por causa do deadlock do Simon Cowell. Hora de dar a rasteira.
Pra passar a raiva, curte aí a Leona Lewis com Happy, ao vivo há poucas horas no X Factor.
O que são esses 30 segundos de Bad Romance, da Lady Gaga? Até então incompreensíveis, mas parece que a coisa vai ser boa. Você tem a impressão de que já viu antes, mas pop art se trata exatamente disso.
E, pelo jeito, todo o estardalhaço em cima do Fame Monster (relançamento do The Fame com mais 8 faixas) vai ter sua edição EP para os fãs que já tem o primeiro álbum, mas não quer gastar tanto assim por causa de mais 8 novas canções.
No programa alemão Wetten Dass, que foi onde ela também apresentou o trecho do novo vídeo, Gaga disse que a economia tá babado e que não dá pra fazer com que o povo gaste assim por algo que já foi consumido parcialmente. Mas a edição deluxe, que contém uma mecha do cabelo da cantora, vai também ser lançado.
Agora o que todo mundo quer mesmo é um dueto de Gaga com Cartman. Imperdível ele cantando Poker Face.
Faltam ainda mais nove programas pra dar o resultado do X Factor, mas as emoções já estão afloradas até demais. O bottom 2 de ontem foi absurdamente ridículo e o sofrimento era inevitável. Claro que estou reclamando sem moral nenhuma, porque eu não peguei o telefone e votei em quem eu queria que ficasse, mas sempre achei que quem só fizesse isso fosse família e fãs enlouquecidas.
Na noite de Big Band songs, quem brilhou mesmo foi o trio Miss Frank. Pra mim, elas tinham potencial enorme de ganhar a competição. As três são um absurdo de boas, além dos raps ótimos que a Graziela faz no meios das músicas mais clássicas. Puro luxo. Mas elas ficaram no bottom 2. E pior, ao lado do já ganhou Danyl Johnson, outro absurdo.
Aí quando você percebe que dois dos seus favoritos vão pra berlinda e fica um zé mané como o Lloyd Daniels, que canta porra nenhuma, que dá uma cambalhota no meio de Fly Me to the Moon, e não consegue dar personalidade algumas às músicas que canta, você volta sua raiva pra ele. Não tem como: parece ser boa gente, fofinho, mas tem de sair. Ele consegue ser pior do que John And Edward.
E outra: a Cheryl Cole só ganhou com a Alexandra Burke ano passado porque a negona bota pra fuder, porque ela não é uma boa mentora, não. Em noite de Big Band colocar Fly Me to the Moon, o óbvio dos básicos, só mostra que ali quer é mesmo o caminho mais fácil. É como esse povo do Ídolos ainda cantando Aquarela do Brasil ou Dancing Days, de Lulu Santos. Pau no cu. Olha o cocô que ele foi:
Semana que vem sai. Com fé.
Mas tem outra coisa: a competição entre os jurados. Parece que, além de Simon, os outros jurados não se dão muito conta disso. Enquanto Simon critica a todos os outros candidatos, só sobrando elogios para os seus, os outros parecem estar completamente isentos de que esse jogo também precisa ser jogado. Inclusive, Simon trambicou quando escolheu uma música do U2 pra o seu pupilo Jamie Archer, quando era noite de músicas com orquestra. Isso porque Archer tem um estilo completamente roqueiro e a música inicialmente escolhida parece não ter se adequado à sua voz. Porra, sacanagem isso. Só Louis reclamou, enquanto Cheryl e Dannii passaram batidas e elogiaram a performance.
Se fosse ter um real bottom 2, seria com Jamie Archer e Lloyd Daniels, mas não foi. E outra: eu torci pra que quem ficasse fosse a Miss Frank. Danyl Johnson é ótimo, mas Miss Frank oferece uma versatilidade e um nível de entretenimento muito maior. E se essas porras soubessem mesmo como jogar, era Danyl Johnson fora, porque não tem graça nenhum manter um candidato já ganhou na competição.
Tadinha da Cheryl Cole. Tava lá, toda feliz lançando o primeiro álbum dela, mas o povo quer mesmo é pisar em cima.
Primeiro foi a acusação de que a música Fight For This Love era uma cópia de Lil' Star, da Kelis. Sim, há uma leve similaridade, mas isso pode acontecer com muitas músicas. Por causa dessas denúncias, logo quando eu começo a ouvir a canção da Kelis, fico na expectativa dela cantar is it better or is it worse, mas logo passa. A acusação foi dos fãs chatos. Ou anti-fãs.
Agora a acusação vem do próprio artista. Frankmusic acusa que Boy Like You, parceria entre a Cheryl e o Will.I.Am, é uma cópia de uma música sua, Yes or Not.
Aí um desavisado escuta e acha que Will.I.Am, o produtor da música, roubou a idéia do Frankmusic. Mas ledo engano. Palhaçada total do cantor inglês. Tanto ele quanto Cheryl samplearam uma música do Fleetwood Mac chamada Little Lies, título até um tanto conveniente pra toda história.
Claro que o twitter dele bombou com fãs da Cheryl e outros desocupados xingando ele por reclamar de um sample, como se só pudesse ser usado uma vez, por um único artista.
Agora chega. Deixa a mulher lançar o CD dela em paz.
Ano passado, Lily Allen comprou briga com Elton John enquanto ambos apresentavam o GQ Awards. Bebendo durante toda a premiação, Lily Allen conseguiu irritar Elton John por já estar visivelmente bêbada ao lado dele em cima do palco. Bafão!
Tempo passa, todo mundo esquece. Mas não ela. Mesmo tendo feito as pazes pós-briga, a cantora arranjou mais uma forma de se desculpar com Elton John e, talvez inspirada em Obsessed da Mariah, interpreta a si mesma como uma fã obcecada. Sem ter o original no cast, Lily usa um sósia e faz com ele tudo que queria fazer com o Elton.
Ponto pra Lily Allen. Melhor vídeo do segundo álbum.
Jornalista e videomaker em busca de know-how. Gosta de cultura pop e brega e tudo o que há entre o caminho de um para o outro. Se aventurando no velho mundo, mas sem perder o background tupiniquim que tanto admira. Não entende porque algumas pessoas escrevem na terceira pessoa.